A Bike do Orgulho 2025 não foi apenas um cortejo sobre rodas. Foi uma declaração política em movimento.
Em junho de 2025, ocupamos as ruas com bicicletas, patins, skates, patinetes e corpos dissidentes para afirmar algo simples — e radical: pessoas trans, não binárias, queers e LGBTQIA+ têm direito à cidade. Direito de circular, existir, respirar e celebrar sem medo.
A cidade não é neutra. Ela é desenhada por disputas de poder. Mobilidade também é política. Quando corpos historicamente expulsos dos centros urbanos pedalam juntos, iluminados por bandeiras e cores da diversidade, estamos reconfigurando o imaginário urbano. Estamos dizendo que o espaço público não pertence apenas à lógica do carro, do consumo e da norma — ele pertence às vidas que insistem em existir.
A Bike do Orgulho nasceu como um gesto de autonomia e reinvenção da marcha tradicional. Em vez de trio elétrico, escolhemos o movimento coletivo. Em vez de verticalidade, circularidade. Criamos um cortejo que mistura celebração e reivindicação, alegria e consciência.
Pedalar é um ato de presença. É ocupar o asfalto com o próprio corpo. É criar comunidade em fluxo. É transformar deslocamento em ritual.
Falamos de mobilidade como direito social. Falamos de acesso à cidade como pauta de cidadania. Falamos de sustentabilidade, de saúde mental, de convivência e de visibilidade. Mas falamos, sobretudo, de liberdade.
A revolução queer também acontece no ritmo das rodas girando.

Quando 200 pessoas atravessam juntas o espaço urbano com bandeiras trans e não binárias, a mensagem é clara: não estamos pedindo permissão para existir. Estamos exercendo o nosso direito.
A Bike do Orgulho 2025 foi um ensaio de futuro. Uma cidade mais plural, mais lenta, mais humana. Uma cidade onde corpos dissidentes não são tolerados — são protagonistas.
Direito à cidade é direito à vida.
E a revolução também pedala.
Assista aqui a campanha de 2025 da Marcha do Orgulho Trans filmada durante a Bike do Orgulho: