COLUNA

João Pedro Fontes

[ele/dele ; ela/dela]

Nascido em Marcelino Vieira/RN (Alto Oeste Potiguar), tem 23 anos e é formado em

Editais de Cultura no RN: Inconsistência e crises na Avaliação

Análises técnicas mostram erros lógicos e materiais nas notas da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Norte, exigindo transparência da gestão.

Posse Narrativa e Justiça Cultural

Como colunista deste espaço, utilizo hoje minha voz para pautar uma questão de transparência e justiça cultural: a inconsistência técnica nas avaliações dos editais da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Norte (FJA).

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Ao ler esse post da Revista O grito!, percebi que o que acontece nos editais do RN, também tem acontecido em outros estados.

O que deveria ser um processo de fomento pautado pela clareza e pelo incentivo transformou-se, para muitos produtores, em um amontoado de avaliações que não fazem sentido. No caso específico do meu projeto, a avaliação de um dos pareceristas mostrou inconsistência técnicas insustentáveis em relação aos demais avaliadores.

A falha lógica na Avaliação Técnica

Enquanto a obra recebeu nota máxima (20,00) em elementos artístico-técnicos, um reconhecimento da técnica de escrita, o mesmo avaliador atribuiu apenas 50% da nota para a clareza dos objetivos.

Enquanto os outros dois avaliadores deram nota máxima na clareza e descrição dos objetivos, um deles dá metade da nota no quesito e não deixam observações.

É um erro de lógica elementar que fere a inteligência do proponente: não existe obra artisticamente perfeita que nasça de um plano confuso ou incoerente. Se a técnica atingiu o ápice da pontuação, o plano que a norteia deve ser avaliado com o mesmo nível de excelência. Além disso, enfrentamos erros materiais, como a desconsideração de formatos especificados no projeto (A4 vs. A5), resultando na falsa premissa de que a obra não estava concluída, ignorando um conteúdo 100% pronto para entrega.

O que mostra desleixo e falta de atenção ao próprio projeto que foi avaliado.

Por um letramento diagnóstico na Gestão Pública


Esta coluna é um desabafo individual, mas também uma manifestação para articulação coletiva. Relatos de outros produtores culturais do RN chegaram até mim e confirmam que essas discrepâncias e falhas de interpretação não são casos isolados.

É o sintoma de uma gestão que precisa urgentemente de um letramento técnico e diagnóstico mais rigoroso para avaliar projetos que movimentam a economia criativa do estado.
Pela ética que rege a educação e a cultura como ferramentas de resistência, cobramos explicações diretas da gestão da Secretária de Cultura do RN, Mary Land Brito.

Onde o Estado falha em sua função de avaliar com equidade, a comunidade assume seu papel de fiscalizar.

Não aceitaremos que o futuro da nossa produção cultural seja prejudicado por pareceres que ignoram a própria realidade e a integridade dos projetos apresentados.

E aí, Mary Land, o que tem acontecido nos editais do RN para que tantas reclamações sobre as avaliações existam sem respostas satisfatórias?

COLUNISTA

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João Pedro Fontes

[ele/dele ; ela/dela]

João Pedro Fontes, nascido em Marcelino Vieira/RN (Alto Oeste Potiguar), tem 23 anos e é formado em Comunicação Social: Publicidade & Propraganda. Durante a faculdade se redator publicitário, atuando hoje como Social Media e Copywriter com foco em cultura e identidade.
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