COLUNA

Pri Bertucci

[ILE/DILE & ELE/DELE]

Artista social, educadore e pesquisadore da área de diversidade há pelo menos duas décadas

Marcha das Vadias em Berlim

Desde 2009, o Instituto [SSEX BBOX] acompanha e realiza eventos em várias partes do mundo. A Marcha das Vadias de 2011, uma das primeiras em Berlim, foi um desses eventos que tivemos a oportunidade de fazer a cobertura. Em formato de um ensaio fotográfico colaborativo, realizado pelo time do Instituto [SSEX BBOX] na capital alemã, trouxemos à tona o auge dos protestos em relação aos abusos contra a mulher e o feminino.

Os comícios começaram em 3 de abril de 2011, em Ontário, Canadá, após um policial em Toronto ter dito: “As mulheres devem evitar se vestir como vadias para não serem vitimizadas”. Já sabemos que os sistemas legais não são confiáveis quando se trata de justiça para vítimas de estupro e abuso, em Berlim ou em outras cidades do mundo.

SlutWalk é um movimento mundial que pede o fim da cultura do estupro, incluindo o fim da culpabilização das vítimas de agressão sexual. O propósito é protestar contra a fantasia global criada para tentar justificar o estupro referindo-se a qualquer aspecto da aparência de uma mulher.

Em 13 de agosto de 2011 foi organizada em Berlim a primeira “Marcha das Vadias” e nós, do Instituto [SSEX BBOX], estávamos lá no auge das manifestações pela liberdade de se vestir como se escolhe, sem ser discriminade ou vitimizade. Slutwalk é um protesto feminista contra esse sistema que minimiza a violência sexual, o abuso e o assédio. Um sistema que coloca a culpa nas vítimas precisa acabar.
A primeira Marcha das Vadias no Brasil ocorreu em São Paulo, em 4 de junho de 2011, organizada pela publicitária curitibana Madô Lopez e a escritora paraguaia Solange De-Ré


As manifestantes seguram cartazes. – Pelo menos 200 pessoas participaram da Marcha das Vadias Brasil, inspirada em um protesto no Canadá em abril, de mulheres que lutam contra a violência e pelo direito de usar o tipo de roupa que gostam. São Paulo, Brasil. 4 de junho de 2011
Ativistas brasileiras entoam slogans durante a 5ª marcha anual “SlutWalk” em São Paulo, sudeste do Brasil, em 30 de maio de 2015. Os manifestantes exigem a legalização do aborto no país.
Foto: GABRIELA BILO/ESTADAO CONTEUDO (Agência Estado via AP Images)

No Brasil, a cada hora, 26 mulheres sofrem agressão física.
Lesão corporal dolosa é a agressão que coloca em risco a vida da vítima, e registros deste tipo aumentaram no ano passado. É o que aponta o relatório do 16º Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Chamadas ao 190 de casos de violência doméstica e ameaças também constam no estudo, que consolida dados do setor de segurança pública no Brasil em 2021. A pesquisa utiliza fontes oficiais dos órgãos públicos responsáveis.

Confira aqui as fotos históricas da primeira Slut Walk em Berlin:
Fotos por Clarisse Canela, Rick Flynn, Manuel Kaufmann, Barbara Marcel e Pedra Costa

COLUNISTA

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Pri Bertucci

[ILE/DILE & ELE/DELE]

Artista social, educadore e pesquisadore da área de diversidade há pelo menos duas décadas. Identifica-se como pessoa não branca, não cis, não binária, transgênero /gender queer. É CEO da [DIVERSITY BBOX] consultoria; fundadore do Instituto [SSEX BBOX], projeto pioneiro no tema de justiça social; cocriadore do “Sistema Ile”, mais conhecido como linguagem neutra na língua portuguesa. Pri também é produtore executivo da Marcha do Orgulho Trans de São Paulo, e inovou em 2023 quando criou a primeira AI não binária do mundo.
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No Instituto [SSEX BBOX] realizamos projetos e advocacy que visam destacar a diversidade, inclusão e a equidade sobre os temas de gênero, sexualidade, população LGBTQIAP+, raça, etnia e pessoas com deficiência.

As ações do Instituto incluem apresentar ferramentas, conteúdos educacionais, e soluções estratégicas visando o exercício do olhar interseccional para grupos sub-representados. Nossas atividades tiveram início em 2009, a partir de uma série de webdocumentários educacionais que exploram temas da sexualidade e gênero para promover mudanças sociais com base nos direitos humanos.

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