COLUNA

Pri Bertucci

[ILE/DILE & ELE/DELE]

Artista social, educadore e pesquisadore da área de diversidade há pelo menos duas décadas

Um Diálogo Transformador

Reflexões sobre a Roda de Conversa na Casa 1 com mais uma edição da Ocupação [SSEX BBOX]. 

Em um cenário onde a discussão sobre sexualidade e gênero ainda enfrenta desafios e estigmas, o Instituto [SSEX BBOX] emergiu como um farol de conscientização e diálogo. Sua iniciativa itinerante, que carrega o nome [SSEX BBOX], tem sido pioneira ao abordar temas complexos de forma acessível e inclusiva.

Desde sua primeira edição, a Ocupação [SSEX BBOX] tem tido um impacto transformador. Ao lançar luz sobre tópicos muitas vezes negligenciados, ele promove uma mudança cultural que reverbera através de conversas no âmbito pessoal, familiar e social. O evento inspira mudanças, questionamentos e ações, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e respeitosa.

No dia 1º de abril de 2016, O Instituto [SSEX BBOX] cocriou um espaço emblemático para a história do feminismo interseccional em São Paulo, e a Casa 1 tornou-se palco de um encontro memorável. A Ocupação [SSEX BBOX], conhecido por sua atuação na promoção de discussões sobre gênero, sexualidade e direitos humanos, reuniu vozes poderosas para uma roda de conversa sobre o facsímile Jornal Mulherio +30 que ecoa até hoje.

Este artigo é uma reflexão pessoal sobre o evento, no qual Sueli Carneiro, Inês Castilho, Albertina Costa, Julia Rosenberg e eu, Pri Bertucci, compartilhamos ideias, experiências e desafios em um ambiente de diálogo franco e transformador.

A Ocupação [SSEX BBOX] é uma força motriz na promoção da reflexão e da conscientização sobre a diversidade e pertencimento. Sua atuação se estende por diversas iniciativas que visam desafiar normas sociais restritivas, ampliar perspectivas e construir uma sociedade mais inclusiva e igualitária.

A Casa 1, situada no coração de São Paulo, é um local dedicado à comunidade LGBTQIA+. Como um espaço que oferece acolhimento, cultura e educação, a Casa 1 se tornou uma plataforma essencial para debates significativos e trocas de experiências.

Vozes da Roda de Conversa sobre o Facsímile Jornal Mulherio +30, trouxeram à tona uma combinação única de vozes influentes e diversificadas. Com Sueli Carneiro, uma voz incansável em prol do feminismo e da igualdade racial; Inês Castilho, diretora de teatro e jornalista; Albertina Costa, pesquisadora e educadora; Julia Rosenberg, educadora; e eu, Pri Bertucci, escritore e pesquisadore em diversidade, formamos um grupo que compartilharia suas perspectivas, questionamentos e inspirações.

Jornal Mulherio +30: Resgatando a História através de um Facsímile Inspirador

No cruzamento entre o resgate histórico e a inovação colaborativa, o Instituto [SSEX BBOX] e a Fundação Carlos Chagas unem forças para trazer à tona um tesouro literário singular: o Jornal Mulherio +30. Como um facsímile autêntico, esta iniciativa conjunta é mais do que um simples revival; é uma porta de entrada para o passado, revivendo vozes femininas pioneiras e suas lutas por igualdade e justiça. Este artigo explora a colaboração notável entre essas duas instituições e a importância do Jornal Mulherio +30 como um registro histórico vivo.

No vasto panorama das publicações que moldaram a história e a cultura, o Jornal Mulherio +30 se destaca como um tesouro literário que preserva e compartilha a rica herança das vozes femininas. Como um facsímile, esse projeto singular não apenas captura a essência original das edições, mas também reverbera a vitalidade do movimento literário e feminista que lhe deu origem. Este artigo explora o significado e o impacto do Jornal Mulherio +30 como um facsímile revolucionário.

A Ocupação [SSEX BBOX] de 1º de abril de 2016 na Casa 1, foi um marco na jornada de promoção de diálogo aberto sobre gênero, equidade racial e diversidade. Com vozes influentes e temas profundos, essa roda de conversa exemplificou o poder do diálogo como uma ferramenta para promover mudanças significativas. À medida que continuamos avançando em direção a uma sociedade mais inclusiva, eventos como esse nos lembram que a conversa é a chave para a transformação individual e coletiva.

Jornal Mulherio + 35 lançamento na 2ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL [SSEX BBOX] & MIXBRASIL

Na década de 80, pesquisadoras da Fundação Carlos Chagas envolvidas com o estudo da condição feminina no Brasil preocuparam-se em sistematizar informações sobre o assunto. Era o início da década de 80, e os centros de estudos sobre a mulher floresciam nas universidades de todo o país. Começava a ser elaborado entre nós o conceito de gênero. Pesquisadoras da Fundação Carlos Chagas, envolvidas desde os anos 70 com o estudo da condição feminina no Brasil, queriam produzir um boletim de notícias que fizesse o intercâmbio entre as diversas instituições e estudiosas do tema, mapeando assim os problemas que envolviam a mulher brasileira. O boletim transformou-se num jornal – Mulherio-, que com diversas equipes produziu quase 40 edições em pouco menos de uma década. Escritas por profissionais de várias áreas de atuação, as matérias mesclavam informação acurada com crítica editorial. A ideia era expor assuntos pouco abordados pela mídia tradicional, com o propósito duplo de denunciar desigualdades de gênero e pautar políticas públicas naquele cenário de abertura democrática. Fúlvia Rosemberg, Inês Castilho, Adelia Borges, Carmen da Silva, Carmen Barroso, Lélia Gonzales são algumas das muitas mulheres que fizeram o Mulherio.

TRANSFEMINISMO NA 1ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL [SSEX BBOX] & MIXBRASIL 2015

COLUNISTA

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Pri Bertucci

[ILE/DILE & ELE/DELE]

Artista social, educadore e pesquisadore da área de diversidade há pelo menos duas décadas. Identifica-se como pessoa não branca, não cis, não binária, transgênero /gender queer. É CEO da [DIVERSITY BBOX] consultoria; fundadore do Instituto [SSEX BBOX], projeto pioneiro no tema de justiça social; cocriadore do “Sistema Ile”, mais conhecido como linguagem neutra na língua portuguesa. Pri também é produtore executivo da Marcha do Orgulho Trans de São Paulo, e inovou em 2023 quando criou a primeira AI não binária do mundo.
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No Instituto [SSEX BBOX] realizamos projetos e advocacy que visam destacar a diversidade, inclusão e a equidade sobre os temas de gênero, sexualidade, população LGBTQIAP+, raça, etnia e pessoas com deficiência.

As ações do Instituto incluem apresentar ferramentas, conteúdos educacionais, e soluções estratégicas visando o exercício do olhar interseccional para grupos sub-representados. Nossas atividades tiveram início em 2011, a partir de uma série de webdocumentários educacionais que exploram temas da sexualidade e gênero para promover mudanças sociais com base nos direitos humanos.

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