COLUNA

Yaga Goya

[ela/dela]

Multiartista y Articuladora Cultural

Junho acaba, mas o orgulho é permanente

O orgulho como exercício cotidiano

O orgulho não cabe em um calendário. Não é um evento de trinta dias nem uma campanha de marketing. É um exercício diário de existência. É acordar e continuar sendo quem somos em um mundo que, tantas vezes, insiste em transformar nossos direitos em objeto de debate.

As raízes que nos sustentam

Antes de nós, houve quem marchasse quando era perigoso marchar. Quem levantasse uma bandeira quando isso significava perder emprego, família ou a própria vida. Houve quem suportasse a violência para que hoje pudéssemos viver um pouco mais livres.

É impossível olhar para o presente sem agradecer essas raízes.

Colagem feita por Yaga Goya

Direitos exigem presença

A história nos lembra que direitos não são eternos. Eles sobrevivem apenas enquanto houver quem os defenda. Por isso, o orgulho também precisa ocupar espaços que vão além das ruas e das redes sociais: nas instituições, nos parlamentos, nas políticas públicas e nas decisões que moldam a vida das pessoas.

As eleições deste ano trazem também a possibilidade de uma bancada trans no Brasil. Fiquemos atentos a esse movimento, que pode ser importante para ampliar a presença de vozes trans na política institucional e fortalecer nossas pautas.

A política que começa em casa

Mas há também uma política que acontece antes da política institucional: nas relações do cotidiano. Nas famílias, nas amizades, nas nossas redes de apoio. É nesse espaço que a gente também se fortalece, encontra acolhimento e constrói fôlego para enfrentar o mundo lá fora.

Depois de junho

Quando junho termina, o orgulho não acaba. Ele apenas deixa de ser tema e volta a ser rotina. E talvez essa seja a maior lição de quem veio antes: o orgulho não é apenas celebrar quem somos. É honrar quem abriu caminhos, proteger as conquistas que recebemos e continuar construindo estradas para quem ainda virá.

Leia mais colunas de Yaga Goya no [SSEX BBOX]

COLUNISTA

Foto YAGA (300x300)

Yaga Goya

[ela/dela]

Multiartista Brasileira y Travesti, Yaga Goya (32), de família pernambucana, nasceu no carnaval de 1994 y cresceu em Guaianases, na periferia da Zona Leste de São Paulo. Múltipla em seus interesses y práticas, transita desde cedo entre o desenho, a escrita y a performance, linguagens que atravessam seu imaginário y estruturam sua trajetória artística y profissional. Em sua caminhada independente, desenvolve-se nas artes visuais, na música, na escrita y na produção cultural. Atua na criação de eventos, festas y blocos carnavalescos, além de integrar projetos em teatro y audiovisual, somando também um consistente trabalho fotográfico y performático. Nas artes visuais, acumula a participação em 10 exposições, sendo 2 individuais y 8 coletivas, ocupando espaços como o “Museu da Diversidade Sexual”, o “Instituto Goethe” y as “Oficinas Culturais de São Paulo”, além das ruas, onde se expressa por meio de grafites y lambes. Em sua coluna, reúne um olhar sensível, crítico y vivido a partir de uma perspectiva Trans-Brasileira, propondo reflexões sobre os temas que atravessam y tensionam o nosso tempo.
Veja também

Sentimentos opostos que se encontram nos relacionamentos

Comunicado à imprensa e movimento trans

Desaprendendo padrões para relações mais honestas

Madonna e a luta LGBTQIAP+

Assista

No Instituto [SSEX BBOX] realizamos projetos e advocacy que visam destacar a diversidade, inclusão e a equidade sobre os temas de gênero, sexualidade, população LGBTQIAP+, raça, etnia e pessoas com deficiência.

As ações do Instituto incluem apresentar ferramentas, conteúdos educacionais, e soluções estratégicas visando o exercício do olhar interseccional para grupos sub-representados. Nossas atividades tiveram início em 2009, a partir de uma série de webdocumentários educacionais que exploram temas da sexualidade e gênero para promover mudanças sociais com base nos direitos humanos.

Nosso Contato

Newsletter [SSEX BBOX]

Copyright ©2026 Todos os direitos reservados | [SSEX BBOX]