Conheça Julian Santt e seu novo álbum que transforma vivências transmasculinas em pop no sertão paraibano.
No dia 15 de maio, o cenário musical brasileiro recebeu “Cobra”, novo single do artista Julian Santt. Natural de Campina Grande, o cantor utiliza sua música como uma válvula de escape para organizar sentimentos e sobreviver às experiências afetivas. O lançamento antecipa o álbum “A Luz no Fim do Túnel”, com estreia marcada para 22 de maio, consolidando uma nova fase na carreira do artista: mais madura, propositalmente pop e profundamente fincada em suas raízes nordestinas.

Sertão futurista e identidade regional
A identidade visual de Julian Santt desafia o imaginário comum sobre o Nordeste. Gravado na Pedra do Altar, em Queimadas-PB, o clipe de “Cobra” mistura referências de ficção científica, como Mad Max e Dune, com a espiritualidade e a vegetação do agreste. Artisticamente, Julian faz questão de não esconder seu sotaque e integra timbres de sanfona e rabeca a beats contemporâneos produzidos por RM no Beat, criando o que define como uma estética de “Originalidade”.

Uma nova narrativa para transmasculinidades
Julian Santt busca deslocar o imaginário sobre o corpo e o amor trans. Ao apresentar um trabalho mais romântico e sexy, focado na potência da sua arte e no timbre grave da sua voz, ele reivindica o direito ao prazer e à beleza.
“Quero primeiro que as pessoas me escutem e me olhem e a primeira coisa que elas enxerguem seja minha arte”, afirma o cantor, que utiliza sua plataforma para construir uma posse narrativa sobre sua própria história
Do descarte afetivo à celebração
O álbum “A Luz no Fim do Túnel” é estruturado cronologicamente para acompanhar os ciclos de um relacionamento: do flerte e paixão à traição e superação. Após vivenciar processos de negligência e abdicação em prol de outres, Julian Santt transforma a dor em um manifesto de escolha pela vida. “Cansei de cantar que estamos morrendo; agora quero cantar sobre como é estar vivo”, declara o artista, marcando uma virada estética e política em sua produção.
O futuro do pop nacional
Com 10 faixas que transitam entre influências de Liniker, Gloria Groove e Bad Bunny, o novo projeto de Julian Santt inaugura um lugar onde a vulnerabilidade dissidente ocupa a pista de dança. No Instituto [SSEX BBOX], celebramos artistas que, como Julian, utilizam a tecnologia do som e da imagem para provocar novos imaginários e construir caminhos mais livres para a nossa comunidade.