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João Pedro Fontes

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Nascido em Marcelino Vieira/RN (Alto Oeste Potiguar), tem 23 anos e é formado em

Julian Santt lança seu novo single “Cobra”

Conheça Julian Santt e seu novo álbum que transforma vivências transmasculinas em pop no sertão paraibano.

No dia 15 de maio, o cenário musical brasileiro recebeu Cobra, novo single do artista Julian Santt. Natural de Campina Grande, o cantor utiliza sua música como uma válvula de escape para organizar sentimentos e sobreviver às experiências afetivas. O lançamento antecipa o álbum A Luz no Fim do Túnel, com estreia marcada para 22 de maio, consolidando uma nova fase na carreira do artista: mais madura, propositalmente pop e profundamente fincada em suas raízes nordestinas.

Foto cedida: Equipe de gravação do clipe de Cobra

Sertão futurista e identidade regional

A identidade visual de Julian Santt desafia o imaginário comum sobre o Nordeste. Gravado na Pedra do Altar, em Queimadas-PB, o clipe de “Cobra” mistura referências de ficção científica, como Mad Max e Dune, com a espiritualidade e a vegetação do agreste. Artisticamente, Julian faz questão de não esconder seu sotaque e integra timbres de sanfona e rabeca a beats contemporâneos produzidos por RM no Beat, criando o que define como uma estética de “Originalidade”.

Foto cedida: Julian nas gravações do clipe da canção “Cobra”

Uma nova narrativa para transmasculinidades

Julian Santt busca deslocar o imaginário sobre o corpo e o amor trans. Ao apresentar um trabalho mais romântico e sexy, focado na potência da sua arte e no timbre grave da sua voz, ele reivindica o direito ao prazer e à beleza.

“Quero primeiro que as pessoas me escutem e me olhem e a primeira coisa que elas enxerguem seja minha arte”, afirma o cantor, que utiliza sua plataforma para construir uma posse narrativa sobre sua própria história

Do descarte afetivo à celebração

O álbum “A Luz no Fim do Túnel” é estruturado cronologicamente para acompanhar os ciclos de um relacionamento: do flerte e paixão à traição e superação. Após vivenciar processos de negligência e abdicação em prol de outres, Julian Santt transforma a dor em um manifesto de escolha pela vida. “Cansei de cantar que estamos morrendo; agora quero cantar sobre como é estar vivo”, declara o artista, marcando uma virada estética e política em sua produção.

O futuro do pop nacional

Com 10 faixas que transitam entre influências de Liniker, Gloria Groove e Bad Bunny, o novo projeto de Julian Santt inaugura um lugar onde a vulnerabilidade dissidente ocupa a pista de dança. No Instituto [SSEX BBOX], celebramos artistas que, como Julian, utilizam a tecnologia do som e da imagem para provocar novos imaginários e construir caminhos mais livres para a nossa comunidade.

COLUNISTA

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João Pedro Fontes

[ele/dele ; ela/dela]

João Pedro Fontes, nascido em Marcelino Vieira/RN (Alto Oeste Potiguar), tem 23 anos e é formado em Comunicação Social: Publicidade & Propraganda. Durante a faculdade se redator publicitário, atuando hoje como Social Media e Copywriter com foco em cultura e identidade.
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No Instituto [SSEX BBOX] realizamos projetos e advocacy que visam destacar a diversidade, inclusão e a equidade sobre os temas de gênero, sexualidade, população LGBTQIAP+, raça, etnia e pessoas com deficiência.

As ações do Instituto incluem apresentar ferramentas, conteúdos educacionais, e soluções estratégicas visando o exercício do olhar interseccional para grupos sub-representados. Nossas atividades tiveram início em 2009, a partir de uma série de webdocumentários educacionais que exploram temas da sexualidade e gênero para promover mudanças sociais com base nos direitos humanos.

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